APÊ PRA DOIS

A saga do 1º apartamento!

Arquivo de investimento

Comprar ou alugar? – Parte 1

Decidido o fato que iríamos morar juntos surgiu a inevitável pergunta:  Comprar ou alugar?

Não preciso nem dizer que, como tudo na vida, existem lados positivos e negativos para as duas opções. Sendo assim diversas variáveis precisam ser cautelosamente analisadas e nenhuma decisão pode ser definitiva. Emocionalmente falando, é muito importante saber ouvir e dialogar com o companheiro. Só assim é possível tomar decisões embasadas em argumentos lógicos. Deduções prontas ou lugares comuns podem e devem ser sempre questionados em busca da melhor opção para o casal. Digo isso porque sofremos, na pele, com divergências de opiniões.

A (futura) Sra. Muniz estava (há anos) determinada a comprar um apartamento. Já o Sr. Muniz sempre imaginou em comprar seu primeiro apartamento à vista pois detesta dívidas
(o que seria impossível no momento por simples questões financeiras). Mas a verdade é que nenhum dos dois tinha um argumento muito convincente para tomarmos uma decisão final. Resolvi então estudar um pouco, ler sobre o que os especialistas de economia doméstica recomendam e ir tirando minhas próprias conclusões. Isso ainda iria gerar muito atritos entre mim e a Sra. Muniz, mas nada realmente importante. O importante é que hoje estamos de braços dados na busca de algo que seja perfeito para nós. Seja alugar ou comprar.

Sendo assim, descobri que se individar “a perder de vista” para comprar a casa própria foi um excelente negócio nas décadas de 50 a 80, onde nenhum outro investimento era realmente recompensador frente às altas taxas da inflação. Acontece que dos anos 90 para cá, nossa economia é cada vez mais estável e o conselho ideal para os anos anteriores (“Compre sua casa, é o único investimento seguro”) não serve mais para os dias atuais. Não que eu seja contra ter a casa própria. Muito pelo contrário. É importante para uma família se livrar do aluguel, ter um canto para chamar de seu, poder fazer as reformas como bem entender e a sensação de segurança obtida compensa pela paz que é alcançada. Mas é importante pensar com a cabeça e não com o coração. A nossa realidade é diferente da vivida nas gerações anteriores e devemos entender ao máximo nosso momento econômico para realmente fazer o melhor negócio! No próximo post abordarei detalhes legais, econômicos e matemáticos que ajudarão os pretendentes ao imóvel próprio a discernir sobre o momento mais apropriado para fazer, muito provavelmente, o maior investimento de suas vidas. Nós dois estamos estudando para saber quando será esse momento. Mas, por enquanto, estamos procurando um apartamento para alugar.

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